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sexta-feira, janeiro 24, 2020

Como doi, viu?



Mamãe e Aninha. Aninha foi o porto-seguro dela.

Mamãe e Rosário


Lembro de minha mãe com muita frequência.
No meu dia a dia ela está presente nos ensinamentos que nos passou.
Ensinamentos que me guiam.
Puxa vida! Nunca imaginei que fosse assim!
Que fosse perde-la e que teria essa saudade.
Eu nem sabia que a vida é finita.
Não tenho desculpas para não ter sabido.
Sou médica, deveria saber.
Tenho sentido um remorso do tamanho do mundo.
Remorso por não ter conversado muito e muito com ela. 
E o pior, não converso sobre ela com meu irmãos.
Não tenho desculpas. Errei.
Agora não tem mais jeito.
Minhas irmãs caçulas (Rosário, Suiane e Ana) conviveram mais com ela.
E Aninha foi o porto-seguro dela.
Não lembro o dia que abracei minha mãe.
Como isso foi possível? 

"O tempo perdido jamais será encontrado" (Benjamim Franklin).

Liliane



10 comentários:

alfacinha disse...

Falar o português com açúcar é um elogio aliás as primeiras palavras apreendemos da nossa mãe. A mais importante pessoa nossa vida .
beijo

O meu pensamento viaja disse...

É verdade, querida Liliane. Frequentemente lamentamos ausências e omissões. Quando é já demasiado tarde para lamentar. Sinto profunda é imensa saudade da minha mãe. Beijo

Hugo disse...

Este sentimento é comum para todas as pessoas. Perder alguém próximo sempre fica a sensação de que faltou algo para dizer ou uma maior convivência.

A questão da noção da finitude da vida aumenta com o passar da idade.

Bjs

chica disse...

É mesmo triste esse sentimento! Eu sinto falta de minha mãe que ainda vive, mas já não mais está viva!!!bjs praianos,chica

yonosoymillenium disse...

Good post, I loved it, it's great. Really interesting
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Jane Quintela de Carvalho disse...

Oi Liliane... também sinto muita saudades de minha mãezinha... eu abraçava
e beijava. Sabe que que fiquei com um prendedor de cabelo dela e quando sinto muita
falta vou lá é cheiro o prendedor, ainda tem o cheirinho dela.

Beijos

Nal Pontes disse...

Liliane, é como disse Hugo. Sempre vamos sentir falta de algo que deixamos de fazer por alguém que parte. Sinto isso tmb. Vivi intensamente os 5anos e dez meses de casada. Qdo ele se foi quase que repentinamente aos 27 anos. Eu senti todo amor que ele me deu e que eu tmb amei e dei tudo que podia dá. Mas ainda assim tiamos tanta coisa ainda pra vivermos juntos. Por isso o vazio permanece. Aquela pessoa passa a viver só em nossas lembranças. E ficam só as boas. É assim tmb com meu pai e minha sogra. Bjs querida

Lete disse...

Lili, é quase sempre assim, quando perdemos alguém muito próximo, achamos que poderíamos ter feito mais. Espero nunca vir a ter esse sentimento, ainda tenho os meus pais, espero que, por muito mais tempo.
Quando em 2018, perdi a minha sogra (de quem gostava mesmo muito) não fiquei com a sensação de que faltou alguma coisa. Sempre que estivemos juntas sabíamos do amor, do respeito, da admiração e do carinho que nutríamos uma pela outra. E não era preciso andarmos sempre aos beijos ou aos abraços... :)
Todos os dias penso nela, como uma doce recordação e guardo "religiosamente" os grandes ensinamentos que me deu. Sou muito grata por ter conhecido e convivido com uma pessoa excecional, especial, generosa e de bom coração. Aceitei a sua perda como natural (a idade não perdoa, não é?); percebi que viveu uma vida longa, simples, mas feliz, carregadinha de afetos. Isso tranquiliza-me e faz com que viva dentro de mim, como uma referência muito doce e positiva.
Lili, o que espero continuar a fazer é tratar os outros como gosto de ser tratada: com delicadeza, com cortesia, com carinho, com atenções, com afeto... se fizer isso com os que amo e se me faltarem, vou morrer de saudades, mas não ficará remorso nenhum. Tenho medo de remorsos, não quero sentir essa amargura, viu?
Um grande beijinho, querida, não se magoe, não pense no que ficou por dizer, com toda a certeza a sua mãe sentiu os seus afetos de outra forma. :):):)

Os olhares da Gracinha! disse...

Felizmente essa dor não tenho pois aproveitei bem cada momento ao lado da mãe... e como cuidei dela acamada durante os últimos 4 anos de vida... nossos laços se estreitar ainda mais!
... mas SAUDADES ficarão sempre e tal como a Liliane... recordarem os sempre!
Bj e gosto dos olhares

Ana Freire disse...

Eu ainda conservo a minha bem por perto...e e às vezes até é ela que reclama, por isso mesmo...
Se calhar sua mãe entendeu, que essa seria sua forma de ser, na fase de vida em que você estava, Liliane, com uma profissão bastante exigente... e pelo que vejo, carinho e amor estiveram sempre presentes... e seus cuidados e conhecimentos, enquanto médica, também terão estado lá, Liliane, sempre que ela precisou, certamente... e isso é uma forma de cuidar... nem todos convivem bem com beijo e abraço... expressando o amor que sentem de outras formas... sendo útil... comparecendo quando é necessário... cuidando para que nada falte...
Não se deve sentir culpada, Liliane!... Fez o melhor do jeito que soube, e do jeito que as circunstâncias se proporcionaram!... E tenho a certeza, que a sua mãe, sabia e reconhecia isso...
Beijinhos! E grata uma vez mais por partilhar estas imagens, que lhe são bem significativas!
Ana