Esse filme é lindo e Juliette Binoche está linda.
Os outros atores nem conheço.
Depois de assistir ao filme bateu um desespero em mim.
Comecei a imaginar as pessoas entrando no meu apartamento, depois da minha morte e vindo dividir, destruir as coisas que me são extremamente preciosas.
Se pudesse levaria tudo, tudo mesmo, dentro do caixão.
Corri no quarto da Érica e já avisei:"quando eu morrer não quero ninguém, ninguém, mexendo nas minhas."
Não quero a nora que apesar de gostar é para mim, relaxada.
Minha biblioteca será salva pelo meu filho Junior.
Mas eu sei que ninguém vai dar o valor que eu dou para minhas coisas.
Agora vamos falar do filme.
A história começa numa pequena cidade da França onde vive Hélène (Edith Scob), uma mulher bonita, culta e chique, mãe de três filhos e que dedicou sua vida a cuidar do legado da obra de seu tio, um grande pintor.
Na festa em que celebra seu 75º aniversário com seus filhos Adrienne (Juliette Binoche), que vive de arte e mora nos Estados Unidos, Jérémie (Jérémie Renier), que trabalha e vive na China e Frédéric (Charles Berling), o único que vive na França e os muitos netos.
Nessa festa ela já começa a sofrer imaginando a partilha das suas coisas, inclusive de sua bela casa cheia de obras de arte.
Quando ela morre, os três serão forçados a dividir tudo que foi construído ao longo da vida e que fez parte da vida deles.
Aí, eu que entrei em desespero.
Dormi bem. Sempre durmo bem, mas não parei de pensar nas minhas coisas após a morte.
Liliane
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