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sexta-feira, fevereiro 13, 2009

Amor e ódio.


Tenho uma relação antiga de amor e ódio com meus pacientes.

Amo mais que odeio.

E não tenho meio termo.

Sou assim mesmo com tudo que me rodeia na vida.

Ou amo ou odeio.

Ou gosto ou não gosto.

Quando gosto faço questão que perceba. Quando não gosto, idem.

O que compensa, e compensa muito, é que a maioria dos pacientes que atendo consigo manter algum vínculo afetiva, na relação médico-paciente..

E quero que seja assim. Quero continuar assim.


Sempre digo que ninguém marca consulta num serviço público que não seja para trazer algum tipo de problema.

Portanto, se existisse "energias" boas e ruins as que vem na minha sala são sempre ruins.

Meu misticismo é zero. Não acredito em energias. Aliás não acredito em nada. Só em gente.


O que sei é que tem pacientes extremamente chatos.

Esse devem ser os tais de "energias ruins."


Muito raramente, quase zero, estatisticamente, vem um paciente dizer que veio me vê ou veio me dizer de como se sente bem com as orientações que dei.

Tenho boas lembranças de pacientes que atendi ao longo de minha vida profissional.

Mantenho contato com alguns(poucos)


O que me tira de tempo é, depois de ouvir as queixas do paciente, vê resultados de exames ou solicitar exames, etc, etc, o paciente ou a paciente perguntar: "esse remédio é para que?" Só pode ser para o que vc se queixou, né querida?

Liliane


2 comentários:

Luci disse...

tô em falta, eu sei.
a vida tá o caos, mas deu tempo de dar-lhe uma incumbencia: beije muito a menina com nome de princesa amanhã, tá?!
beijo pra vc.

Lula disse...

Essa relação de amor e odio tb tenho. Não tem como se evitar. O importante é vc continuar amando e odiando.