Procurei e achei o Postagem que fiz sobre o livro Diário Secreto-Humberto de Campos, assim que consegui encontra-lo e compra-lo. (abril/2010).
E porque volto a postar sobre isso?
É porque recebi um email de uma pessoa (Sr. M.B.) interessada em comprar esse meu livro.
Disse que não venderia e procurei saber de como ele descobriu que eu tinha esse livro.
E foi por essa postagem de abril de 2010. Mais de 7 anos.
Combinei com ele que iria começar a cobrar das Editoras que acompanho pelo Instagram, uma re-edição.
E já comecei.
Hoje recebi uma resposta, desanimadora da Editora Intrínseca.
Mas vou ficar tentando.
Na postagem abaixo veja minha luta para conseguir esse livro.
E a desatenção do Millor Fernandes e da Revista Veja.
Adorei ler que a querida Luli
(www.cafecomleituranarede.blogspot.com.br) conhece trechos do Diário.
Talvez ela consiga me dar um pista de onde se pode achar, aqui na Internete.
Preciso ajudar ao Sr. M. B.
Liliane
sexta-feira, abril 30, 2010
Em março
do ano passado, na página escrita por Millor Fernandes na VEJA, li trechos
deste livro e me apaixonei.
Desde então procurei o livro semanalmente, alucinadamente. Sou assim.
Até para o Millor e a para a revista Veja eu escrevi, algumas vezes,
perguntando onde ou como encontraria esse livro. Ele e a revista nunca deram
resposta. Minha procura continuou.
Terminou esta semana quando localizei o livro num sebo aqui do meu bairro. Daí
foi só me comunicar com a dona e compra-lo. São 2 volumes e me custou R$
200,00. O livro está inteiro e cheio de grifos. Adoro grifos e faço grifos.
Para mim funciona como uma observação.
Humberto de Campos que eu só conhecia de nome, foi o maior cronista dos anos
30, segundo Millor Fernandes. E sua leitura era obrigatório, ele diz.
Humberto de Campos começou a
escrever esse diário em maio de 1906 quando tinha 20 anos incompletos.
Nesta ocasião se apaixonou por Judite Teles. "Minha paixão por Judite
Teles manifestou-se por ela, unicamente, porque era ela quem se achava no meu
caminho. A 1ª casa que me abrissem, eu me apaixonaria pela mulher que estivesse
lá dentro".
Milllor transcreve do Diário: “5ª feira-1º de março-Em palestra íntima, Bilac
fala-me de sua velhice, dos seus 53 anos solitários. Noto na sua palavra pavor
invencível do túmulo, da aproximação soturna do fim. Resultado, talvez, do
celibato.”
“Sábado, 19 de maio: Rua 7 de setembro, quase esquina de Gonçalves Dias,
encontro Lima Barreto, que se arrasta, imundo e cabeludo. Falo-lhe do mau tempo
e da chuva que vai desabar. Ele, oscilando entre uma perna e outra, respondeu:
Eu não tenho medo; quem bebe não constipa. Tens aí um níquel? Tiro do bolso do
colete uma prata, que ele recebe sem agradecer.”
Não tinha como perder a vontade de continuar procurando por esse livro.
Minha paixão por biografias, cartas, diários e memórias de pessoas que me
inspiraram ou inspiram é imensa.
Liliane
